Cabeçalho da página de acervo do site Mário Pedrosa 120 anos.

O acervo do Cemap

Formação

No ano da morte de Mário Pedrosa, 1981, um grupo de professores, jornalistas, ativistas, críticos culturais e outros estudiosos atentos à importância da vida, obra e legado intelectual de Pedrosa, criaram o Centro de Documentação do Movimento Operário Mário Pedrosa (Cemap). Sua motivação era a preservação de documentos fundamentais para a história das esquerdas brasileiras e de outros movimentos sociais e culturais em um Brasil que vislumbrava a abertura política após o período de ditadura militar.

Ao longo dos anos somaram-se ao acervo do Cemap as coleções particulares de diversos militantes históricos da esquerda brasileira, intelectuais e políticos, como Fúlvio Abramo, Plínio Melo e Raul Karacik, além do próprio Mário Pedrosa. Em 2014 foi incorporado todo o acervo pessoal do professor e ex-militante trotskista Vito Letizia, fundador do grupo Interludium.

Em 2013, Interludium constituiu-se em organização da sociedade civil de interesse público (oscip), responsável pelo acervo do Cemap, com o nome de Cemap-Interludium – Centro de Estudos do Movimento Operário. Seu principal objetivo é garantir a preservação e divulgação do Cemap, assim como realizar e apoiar pesquisas sobre o movimento operário e sobre questões políticas no Brasil e no mundo e contribuir para sua discussão pública.

Fundos e coleções do Cemap no Cedem-Unesp

A maioria dos conjuntos documentais reunidos no Cemap foi produzida e acumulada por indivíduos e por essa razão eles são classificados como fundos e coleções privadas. Um deles é o Fundo Mário Pedrosa. Desde 1994, todo o acervo do Cemap está sob a guarda do Centro de Documentação e Memória da Unesp (Cedem-Unesp).

O acervo de Pedrosa é constituído de documentos sobre sua militância política e sua atuação como crítico de arte e, ainda, de correspondências e artigos publicados em diversos jornais, principalmente no período de 1923-1931, que mostram a tensão própria deste momento político pouco conhecido, tendo entre seus interlocutores Lívio Xavier, Murilo Mendes, Lígia Clark, Francisco Matarazzo Sobrinho, Benjamin Péret, Oscar Niemeyer, Antonio Candido, Pietro Maria Bardi, Tomie Otake, Ferreira Gullar e outros. Considerado como um dos fundadores da crítica de arte no Brasil, o militante e jornalista ainda hoje é referência e objeto de pesquisa, tanto na área de política, quanto na da história da arte.

Como consultar o acervo

O Fundo Mário Pedrosa e outras coleções do Cemap estão à disposição para consulta do público em geral na sede do Cedem, que fica na Praça da Sé, 108, 1º andar, em São Paulo – SP.

Também é possível acessar virtualmente documentos do Fundo Mário Pedrosa, assim como de outros fundos do Cemap e acervos ligados ao Cedem, clicando aqui.

Imagem de pesquisa no sistema do Cedem-Unesp

Imagem de consulta do Fundo Mário Pedrosa na página de pesquisa de acervos do Cedem na internet.